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A evolução da TV pelos anos: o que mudou de lá para cá?

Giovanna Hespanhol, redatora do Portal de Planos

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Redatora — Portal de Planos

Pense conosco: já reparou que quase toda casa tem, pelo menos, um aparelho de televisão? Algumas delas, inclusive, contam com um em cada cômodo, para garantir o entretenimento da família em diferentes momentos do dia. Esse é um dado comprovado: segundo o IBGE, a TV está presente em 96,4% das residências brasileiras.

Mesmo com o surgimento de novas formas de distração, como os celulares, as redes sociais e, principalmente, os serviços de streaming, a TV ainda é querida por boa parte da população. Há pessoas com hábitos tão fortes que a ligam no automático assim que chegam em casa, para não ficarem sozinhas.

Mas, se parar para pensar, desde que surgiu, a televisão sofreu muitas mudanças. Quer saber tudo sobre a evolução da TV? Então, continue a leitura deste conteúdo!

A evolução da TV pelos anos

Venha conosco passear pela história da TV, desde os primeiros componentes que a tornaram possível até o desenvolvimento de novas tecnologias!

1897

Nesse ano, surgiu o chamado CRT, que significa “tubos de raios catódicos”. Karl Ferdinand Braun foi o responsável por esse feito, que possibilitou imagens criadas a partir do encontro do feixe de elétrons com uma superfície fosforescente. Foi o que o mercado precisava para criar os primeiros modelos de televisão.

Década de 1920

John L. Baird, então, reuniu alguns componentes eletrônicos recém-lançados pelo mundo afora e fez o primeiro modelo de TV — muito distante do que conhecemos hoje. 3 anos mais tarde, Wladimir Zworykin criou o iconoscópio, que dava forma aos tubos da televisão. Somente em 1925 que aconteceu a primeira reprodução minimamente satisfatória de imagens.

Década de 1930

Aqui, as telinhas tomavam mais forma, com projetos e uma resolução com grandes indícios de melhoria. Mas, ainda assim, nem sempre era possível visualizar o contorno dos rostos das pessoas, sendo necessária a ajuda de uma maquiagem específica.

Em 1936, houve a primeira transmissão regular de TV, vinda de Londres. A BBC contava com 2 horas de programação — algo que mal podemos imaginar hoje, não é? Um dos destaques dos primeiros anos de funcionamento foi a coroação do Rei George VI.

Década de 1940

Essa década foi um pouco prejudicada por causa da Segunda Guerra Mundial. A própria BBC teve que interromper as transmissões de 1939 a 1946. De toda forma, houve melhoria tanto na imagem, com o padrão NTSC (com 480 linhas de resolução), quanto no áudio. Mas estamos falando de telas que tinham, no máximo, 12 polegadas — bem longe da 75” comercializada hoje!

Sabe quem apareceu no final dessa década? A TV a cabo, também bem distante da que conhecemos. Em Oregon, como os sinais de televisão não chegavam por antenas, devido à sua paisagem montanhosa, foi preciso desenvolver essa nova forma de transmissão.

Década de 1950

Nos anos 1950, a imagem foi transmitida com cores pela primeira vez. Elas não eram nada vibrantes, mas já apresentavam um avanço enorme na história da TV. O sucesso era notável e apontava uma tendência de crescimento.

No Brasil, essa década foi um grande marco. Em 1950, ia ao ar pela primeira vez a TV Tupi, emissora pioneira no país. Mesmo com alguns perrengues no dia da estreia, causados por falhas em uma das câmeras, a transmissão foi realizada para alguns dos poucos aparelhos que existiam por aqui — um ano depois, eles já somavam 7 mil.

Década de 1960

Com cores mais vivas e o começo do barateamento dos preços, aí sim as TVs começaram a ser vendidas em grande escala. Os modelos inovadores para época contavam com o controle remoto, algo que os telespectadores de anos anteriores jamais poderiam imaginar.

Década de 1970

Enquanto a Globo estreava sucessos como a novela Irmãos Coragem, o Sítio do Picapau Amarelo e o Fantástico, as TVs passavam por uma atualização no design. Modelos com cores para todos os gostos apareceram no mercado, algumas até acompanhadas pelos cassetes e um rádio.

Mas o sucesso da década mesmo foi a transmissão da Copa do Mundo de 1970, no famoso “ao vivo e a cores”. Enquanto o mundo assistia aos jogos com essa nova tecnologia, muitos brasileiros acompanharam o evento em preto e branco.

Década de 1980

Esses foram os últimos anos da TV como um móvel. Também foi quando a indústria de jogos, junto das Copas de 1982 e 1986, impulsionaram ainda mais a venda de aparelhos. Com os videocassetes, as pessoas podiam gravar seus programas favoritos para assistir no momento que quisessem. Aqui, no Brasil, 1980 marcou o final da TV Tupi, que perdeu sua concessão.

Década de 1990

Nos tão queridos anos 90, as telas planas começavam a dar as caras. Com isso, o tamanho dos televisores aumentava também. Os programas das emissoras brasileiras faziam de tudo pela audiência. Foi esta década que abriu espaço para novas tecnologias, como veremos a seguir.

Tecnologia nos modelos existentes

Ao longo dessa linha do tempo da evolução da TV, deu para perceber o quanto as inovações são benéficas para o desenvolvimento da sociedade, não é? Passamos pelo surgimento de alguns tipos de aparelhos e, para minimizar a curiosidade a respeito deles, listamos os modelos existentes e alguns dos avanços que os acompanharam.

TV de tubo

Com o CRT, tornou-se possível transmitir as imagens aos telespectadores e criar a TV de tubo. Do preto e branco ao colorido, esse modelo foi o que mais durou nas residências de todo o mundo. Aliás, até hoje ainda encontra seu espaço por aqui.

Segundo a mesma pesquisa do IBGE a respeito do uso da televisão no Brasil, 22,1% das casas ainda têm somente TV de tubo — o que representa o alto número de 23 milhões de domicílios do país.

TV LCD

Deixando de lado o CRT, as TVs de LCD usam cristais líquidos para solucionar problemas de emissão de radiação nociva e alto consumo de energia da antecessora. Porém, apesar de serem muito mais finas e leves do que já se havia visto até então (estamos falando lá dos anos 2000), era possível notar uma grande perda de definição, principalmente em imagens em movimento.

TV de plasma

Em paralelo com o LCD, surgiram as TVs de plasma, fugindo do tubo e indo para a tela plana. Elas eram bem mais pesadas, mas resolviam a questão da falta de definição do outro modelo. Nessa tecnologia, cada célula de plasma emite a própria luz, o que confere um brilho maior às imagens, além de melhor contraste e cores bem vivas.

TV de LED

Ela é de cristal líquido como a LCD, mas com uma iluminação mais potente, com lâmpadas de LED. Localizadas atrás da tela, elas oferecem ainda mais qualidade à imagem, quando comparadas às antecessoras, além de diminuírem o consumo de energia. Há também a questão do design, que favorece a decoração do ambiente com uma TV fina e leve.

Hoje já existem versões que não precisam dessa iluminação traseira: o OLED, que usa diodos orgânicos para emitir a luz, e o QLED, que tem sua base em pontos quânticos. Se o baixo consumo de energia era uma vantagem do LED, esses dois novos modelos oferecem ainda mais economia.

Smart TV

Assim como os smartphones, as Smart TVs incorporaram mais tecnologias às suas funcionalidades para oferecer conforto e praticidade a seus proprietários. A principal delas é integrar aplicativos e serviços de streaming com fácil acesso pelo controle remoto. Com poucos cliques (em alguns casos, somente um), é possível acessar Netflix, Globoplay, Amazon Prime Video e tantos outros apps na telinha.

A TV se conecta à internet para proporcionar tudo isso. Em seu lançamento, era preciso plugar o cabo de rede para essa finalidade. Porém, os novos modelos já vêm com conexão Wi-Fi nativa, só precisam do roteador para funcionar. Ainda que não substitua computadores em muitas funções, como é a proposta dos smartphones, é possível até acessar um navegador por ela.

3D

Você se lembra dos primeiros filmes que levavam 3D no nome? Os óculos de papelão, com uma lente vermelha e outra azul, eram necessários para que a mágica acontecesse. Um tempo depois dos primeiros passos dessa tecnologia, os televisores incorporaram a função. Somente alguns DVDs eram disponibilizados e não eram aquisições baratas.

Também pode estar se perguntando “por que não vemos mais esses modelos no mercado?”. Embora tenham feito bastante sucesso por causa da novidade, não deram muito certo. Como era uma tecnologia um pouco precária, em que os telespectadores precisam ficar imóveis para não perderem a qualidade da experiência, os fabricantes não tiveram mais interesse na produção.

Alta definição de imagem

Agora, se há algo que faz os olhos dos amantes das telinhas brilharem, é a alta definição. Há pouco tempo, as imagens circulavam na TV com resolução de 480 pixels ou, no melhor dos cenários, 720p — o chamado HD. Não parando por aí, veio o Full HD, com 1080p e uma imagem ainda mais nítida.

Mas, para a alegria de todos, ainda era possível melhorar. Foi então que surgiu o 4K, que são quase 4 mil pixels em linhas horizontais. O mercado conheceu o Ultra HD e, pouco tempo depois, já estava nas TVs com mais de 40 polegadas. E se você acha que esse é o máximo de qualidade existente, saiba que já há o 8K em desenvolvimento.

Gostou de conhecer a história e a evolução da TV pelo tempo? Queremos saber as suas impressões sobre o tema. Conte para nós aqui nos comentários!

Giovanna Hespanhol, redatora do Portal de Planos
Escrito por:

Giovanna Hespanhol

Graduada em Jornalismo (UNESP) e Marketing (Uninove), Giovanna Hespanhol atua com redação e revisão de conteúdos com foco em SEO. Das novidades da tecnologia às dicas de séries e filmes nos streamings, gosta de escrever de tudo um pouco.

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