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Leilão 5G adiado no Brasil: entenda o que aconteceu

Gabriela Resende, jornalista de Portal de Planos

Por Gabriela Resende

Jornalista — Portal de Planos

Ilustração de celular com 5G escrito na tela e ícones de internet ao redor

Depois de ser adiado para o segundo trimestre de 2020, o Ministro das Comunicações Fábio Faria anunciou que o leilão 5G terá que ficar para o ano que vem, por conta da pandemia. A COVID-19 impediu que todos os testes de campo fossem feitos, estes que verificariam se a tecnologia causa interferências em outros serviços.

O anúncio foi realizado durante uma entrevista do ministro para a Rádio Jovem Pan, onde afirmou que “tenho certeza que este ano não dará mais pra fazer este leilão. Isso fica para 2021”. O aviso ocorreu na última sexta-feira, dia 3.

Em maio, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Morais, já tinha dado uma pista de que o evento poderia ser adiado. Em uma entrevista para o site TeleSíntese, ele afirmou: “a pandemia certamente gera algum impacto no cronograma, e também na própria cadeia de suprimentos do 5G. A gente precisa evoluir bastante, seja na forma em que endereçamos a mitigação, seja na estratégia de migração para dar cabo à política pública formulada”.

No mês seguinte, uma outra declaração do executivo dava como ainda mais certo o adiamento do evento: “estamos trabalhando [para realizar o leilão] ainda no primeiro semestre, na melhor das hipóteses, no primeiro trimestre".

5G já está no Brasil?

Algumas empresas de telecomunicações, como a Claro, já haviam anunciado o lançamento do 5G em suas operadoras. Entretanto, elas ainda não poderão ser utilizadas, já que é preciso ter as frequências previstas no leilão, para que seja possível distribuir a tecnologia em larga escala a população.

O leilão 5G é o processo de licitação da tecnologia no país pela Anatel. Serão vendidas faixas e frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. Além disso, conselheiros fizeram uma ampliação para 400 MHz de banda a ser usada na faixa de 3,5 Ghz.

De acordo com Tiago Machado, diretor de relações institucionais da Ericsson, em entrevista para o site UOL, esse evento aumentará consideravelmente a capacidade que ficará a disposição das operadoras para ofertar em internet aos seus clientes.

“Se você somar as frequências que as operadoras têm em uso com 2G, 3G e 4G dá uns 600 MHz. O leilão trará mais de seis vezes o que a gente tem em operação hoje. Isso ajuda a mostrar quanto o 5G é fundamentalmente diferente e capaz, afinal ocupa muito mais banda”, conta o diretor.

Entretanto, é importante frisar que nem toda essa frequência será usada para o 4G, já que 700 MHz são da licitação feita em 2014, para o 4G. Essa “sobra” poderá ser arrematada pela Oi, que não participou do evento anterior.

O que o 5G representa para a população?

O 5G representará muito mais do que apenas uma internet mais rápida, mas também promoverá maior segurança e agilidade para os seus utilizadores. Além disso, ela tornará mais viável e acessível tecnologias que demandam uma internet mais “potentes” como os carros automáticos, drones e equipamentos que utilizam realidade virtual.

Além disso, diversos campos importantes da sociedade serão beneficiados, como as áreas de saúde, pesquisa, transporte público e até mesmo o impulsionamento de novas tecnologias e modelos de negócio.

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Quem escreve

Gabriela Resende, jornalista de Portal de Planos

Gabriela Resende

Jornalista — Portal de Planos

Graduada em Relações Internacionais (Uni-BH) e Jornalismo (PUC-MG), Gabriela Resende é jornalista do Portal de Planos e apresentadora do nosso canal no Youtube. Por acreditar na importância do acesso à informação, Gabriela produz nossos conteúdos para que você possa, de forma simples e clara, fazer a escolha dos seus planos de telecomunicações e entender mais sobre tecnologia.